sexta-feira, 14 de agosto de 2015
"Pouca fantasia para não fingir"
quinta-feira, 6 de junho de 2013
marias e madalenas
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
essa tal de liberdade
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-ascensao-conservadora-em-sp/
http://palomaguedes.com/2012/09/24/onde-sao-paulo-vai-parar/
http://sociotramas.wordpress.com/2012/09/17/supermercados-de-gente/
E finalmente, obrigada, mãe!
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
corações
VJ pixel: estou pesquisando corações
Juana: an???
Juana: ah, claro! eu tenho uma foto de uma folha em formato de coração, serve?
VJ pixel: estou procurando algo mais...
domingo, 16 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
chame como quiser
Estou com uma leve dor de elevador. Meu pai deu esse nome a essa coisa que a gente sente que sobe e desce da garganta ao estômago, sabem? Mas ele costumava chamar isso de uma emoção que podia ser boa até. Ele dizia: "filha, quando eu te vejo chego a sentir dor de elevador". É tão bom lembrar disso... mas eu não estou sentindo uma emoção do tipo nessa minha dor de elevador. Só sei que sobe e desce, como elevador também. Mas não há nenhuma expectativa feliz nela, também nenhuma pista de melancolia. Tem alguma saudade, eu percebo. Um vazio onde a saudade pode caber direitinho, apesar de ser essa a emoção mais identificável no meio de centenas de outras que eu talvez não saiba o nome, ou talvez não tenham nome mesmo. Mas aperta e aperta. E falta. Falta demais. É falta demais! Já me perguntei se era só o buraco sem fundo que eu tanto já conheço. Aquele poço escuro cheio de eco que me é tão familiar. Dessa vez acho que não. Me parece mesmo é que algo muito importante, pelo qual eu tinha delicado afeto, me foi roubado. Nenhuma agressão constatada, mas a esperança que estava aqui ficou bem machucada. Um caso complicado, mas, vejam bem, suspeito quem seja o culpado. Sigo as marcas que ele deixou pois elas estão espalhadas em tudo que me tornei, por todos lugares que eu cheguei. Não quero prendê-lo ou confrontá-lo, muito menos colocá-lo no banco dos réus, isso não. Quero entender seus motivos, fazer dele meu amigo, perdoá-lo por todos seus crimes. Quero desvendar seus disfarces, permitir seus mistérios, nas esquinas onde ele se esconde, me encontrar. O nome dele eu não irei revelar pois tenho a convicção de que todos o sabem, preferem, no entanto, não pronunciar. Talvez pelo medo que ele se vá carregando os sonhos que cada pessoa ainda tinha para sonhar. Ele (ou será ela?), meu suspeito, há de um dia se confessar. Eu espero, eu torço, eu acredito. Esse dia fará sol e terá cheiro de limão. As casas estarão de portas abertas sempre e as pessoas cantarão juntas uma mesma melodia improvisada. Assim eu imagino.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
marcas
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
a passagem
Ela foi embora, portanto. Afinal não havia nada mais ali que segurasse seus braços, que pedisse o seu abraço, nem nada que desejasse seus beijos. Seu corpo era da cor das estrelas daquela noite. Seu céu tinha sombras de luar e seu caminho nada além de penumbras. E era assim que seria. Assim ela iria passar.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Amor só se ama junto, ou feliz 2012!
O que importa para mim é que muitas, mas muitas pessoas mesmo estão sintonizadas, nesse dia da virada, em torno dos signos da renovação e dos desejos. O que eu acredito é que a força dessa energia junta abala qualquer universo, inclusive os que existem nas cabeças mais cartesianas por aí. O que eu sinto é que a sensação, mesmo ilusória, de um novo recomeço é uma das maiores responsáveis pelo abastecimento do nosso depósito de fantasias interior. Explico: querem coisa que alimente mais a imaginação de um artista que uma tela em branco? Ali nascerá um novo quadro, um novo filme, um novo poema, uma nova música. É isso que eu vejo de mais interessante nas comemorações de ano novo. Aliás, essa sensação é a que, para mim, movimenta a minha vida. Mais do que das concretizações, eu gosto desse momento das possibilidades. Provavelmente porque eu sou uma sonhadora inveterada, coisa que também não é lá das melhores de ser. Mas confesso a vocês que a tal tela em branco, o mundo de possibilidades me deixa encantada, em um estado de espírito ímpar. É quando eu me sinto melhor comigo mesma, mais corajosa, esperançosa, cheia de brilho. Por isso as mudaças de ano sempre me são muito caras. Gosto de comemorá-las, de fazer os rituais, de estar na praia, de ver fogos, de sonhar... Esse ano, em especial, eu cumpri vários ítens que eu enfiei na cabeça que trariam bons ventos para 2012. Eu pedi coisas que eu desejo muito e pedi também ajuda para que eu faça por merecê-las. Desejei coisas para mim, não vou mentir para vocês. Mas tem algo que eu acredito muito, mais até do que creio nas realizações dos desejos que pedimos para o ano novo, que é no princípio da coletividade. Me acompanha o pensamento de que ninguém pode ser muito feliz em cima da infelicidade de outrem. Desse mesmo pensamento deriva o que me leva a crer que não adianta desejar aquilo que vai ser bom para poucos. O que será melhor de fato em qualquer situação é sempre o que será melhor para um maior número de pessoas possível envolvidas. É nisso que eu acredito. Assim, meus votos para 2012 para todos vocês não são de que seus desejos se realizem, nem os meus, mas que nossos desejos estejam de acordo com uma ordem do amor, e se realizem em um mundo mais justo, mais harmônico, mais colaborativo. Que as bençãos desse ano que chega nos encontrem a todos e juntos! Mais amor em 2012 e sempre!
Com carinho para todos vocês,
Juana
sábado, 19 de novembro de 2011
essas são minhas
Out on a Weekend – Neil Young
de novo – sei lá, não consegui deixar essa de fora… coisa pessoal demais, maybe
Wish
Fulfillment - Sonic Youth – essa frase: “Its such a mess now anyway. Wish Fulfillment everyday” é uma dos desabafos mais genuínos e fidedignos
que eu já ouvi...
Who are You– Tom Waits – “don’t you know
this is a war? Tell mewho are you this time?”
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
mesmices
sábado, 8 de outubro de 2011
metamorfose
"Borboleta pequenina venha para nos salvar, venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal"
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
nem hora, nem lugar
sábado, 17 de setembro de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
pistas
O que faz a gente ficar com uma música grudada na cabeça, alguém já tentou se perguntar isso quando acontece consigo? Claro que já, né? Ou não? Bem, eu, que tenho a tendência de me perder horas e horas tentando entender coisas absolutamente inúteis na vida prática, já pensei várias vezes e tenho algumas considerações para dividir na tentativa de saber mais do assunto. Na verdade, não penso exatamente sobre o que faz grudar uma música na cabeça, porque, não sei se vocês já repararam, mas, pelo menos comigo, o que acontece com freqüência é ficar com uma frase da música na cabeça, ou seja, muito mais chato, é claro. Agora, nesse exato momento, estou pensando em “amanheça de cabeça dentro dela” que ouvi no clipe divulgado com vários outros clipes caseiros da dupla Miranda Kassim e André Frateschi, nesse link aqui quem quiser ir ver http://www.mirandaeandre.com.br/. Mas esse é apenas um exemplo recente. No geral, o que acontece pode ser resumido em:
1 – não se trata de gostar ou não da música, ou da letra - algumas músicas que ficam na minha cabeça eu amo, outras eu odeio, outras não fedem nem cheiram, é fato.
2 – Não se trata da novidade. No caso desse exemplo, realmente acabei de conhecer, mas muitas vezes músicas antigas ficam martelando uma mesma frase na minha cabeça sem parar, a ponto de acabarem parando nos meus sonhos e tudo.
3 – Não creio que tenha a ver com a pegada pop, pois, ao menos comigo, e no caso de frases (não da musica inteira), já experimentei esse fenômeno tanto com as mais popularescas quanto com as mais obscuras, então...
Penso que tudo isso tem a ver com processos psíquicos inconscientes. O que eu tenho matutado aqui, com meus botões é que a tal frase que fica na cabeça é uma pista, uma ponta de um novelo a ser desvendado para segredos sobre mim que eu mesma desconheço. Creio que ela fica insistindo na cabeça porque casou, colou com algum conteúdo que está lá guardado de mim mesma por alguma razão que eu também não sei. Como eu tenho uma queda forte por essa brincadeira de detetive no intangível e improvável mundo dos pensamentos, mais precisamente no reino governado por uma distinta senhora que chamamos Psique, adoraria desvendar cada pista que chega até a mim. No entanto nunca ocorreu que obtivesse sucesso nas minhas empreitadas. Não sei se por falta de mais pistas, ou se, talvez, eu esteja lidando com hipóteses descabidas, ou fracas talvez. “Amanheça de cabeça dentro dela” acordou comigo hoje. Até o final do dia estarei tentando descobrir o que essa frase quer realmente me dizer, “de cabeça dentro dela” para não perder a chance de um trocadilho infame.
domingo, 26 de junho de 2011
a boca
- Eu acho que sei porque você gosta dela...
- Então, me diga.
- É que vocês têm uma boca parecida.
- A boca? Mas o que parece, o formato?
- Também, o formato também parece. Mas tem uma sensualidade na boca que vocês duas têm igual.
terça-feira, 14 de junho de 2011
confiança
- Jura que você não vai perguntar aonde eu fui, com quem eu estava... nada?
- Não, eu confio em você.
- Jura?
- Claro, você não?
- hum... não.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
contos parte III
segunda-feira, 11 de abril de 2011
contos parte I e II
A princesa e o bobo da corte. Parte I
Seria capaz da fidelidade eterna, de só ter olhos para o seu príncipe se pudesse ter a garantia que ele também assim o seria, disse a princesa consigo mesma. Mas disse em voz alta, pois eram pensamentos que escapavam pela boca. O bobo da corte que estava ao seu lado não pode deixar de ouvir. Como todos sabem, os bobos da corte não costumam ser assim: bobos. E como todos sabem também, não há reinos possíveis sem seus bobos. O bobo tinha nome. Nome fantasia, mas todos o conheciam por Ironia, como gostava de ser chamado. Ao ouvir os pensamentos da princesa o bobo reage.
- Tens sentimentos nobres, próprio da realeza a que pertences, minha cara, mas és tão tola quanto qualquer plebeu. Não há paixão na previsibilidade, disse o bobo. Caso tu suportastes essa condição tão inglória, certamente não suportaria a opacidade que receberias na recíproca do teu amor.
A princesa e o bobo da corte. Parte II
Se recolhendo aos seus aposentos a princesa pede ao bobo que a deixe em paz: - Ironia, preciso descansar agora. Então o bobo lhe fez a reverência e disse se retirando: - Descanse, minha princesa. Assim que despertar, eu aqui novamente estarei.
