domingo, 20 de junho de 2010

revisão

Agora faço a revisão de um trabalho do qual me orgulho de estar terminando. Definitivamente, ando precisando me orgulhar mais das coisas que faço, precisando me orgulhar mais de mim... Na minha frente a tela de um mundo que me leva à desconhecida toca do coelho e eu fico pequenininha e alucinada, mas não sou mais criança. Não sou. E preciso tomar as rédeas do mundo que eu escolher entrar, ou ele me tomará em cativeiro forçado. Vencida por sonhos equivocados, caminhos atrapalhados em opções atrasadas-adiantadas, sabe-se lá! Quem sabe tomar posse do que é meu? Logo eu que nunca tive espírito colecionador. Eu que perco chaves de casa, deixo abertos cadeados e não uso códigos para mensagens guardadas. Eu que sou de poucos mistérios, que ando debaixo do sol e tenho sonhos projetados na tela do meu computador. Mudo eu ou muda o mundo. Mudo eu. Mas volta e meia alguma dor vem me contar que eu ainda não matei toda fantasia do meu peito. Mudo eu. Mas há de muita coisa também mudar, ah, isso há! Preciso terminar minha revisão. Concluir meu trabalho. Preciso me orgulhar mais de mim. E quem sabe, me perder mais em mim do que por aí, em sorrisos sem rostos, tempo que não sai do lugar e enigmas que não foram feitos para se decifrar. Lá fora uma multidão toca cornetas, grita e festeja. Gol do Brasil, creio eu.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

escolha

E para minha próxima vida eu quero querer diferente...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"eu só quero ficar bem com você..."

domingo, 9 de maio de 2010

dia da mãe, dia da filha

Estava no Athenas, um bar-restaurante, com duas amigas pra finalizar meu dia das mães duplo desse ano. Foi um dia normal, apesar do esforço do meu namorado para me dar de presente um dia digno da data. Ando muito cansada com o mestrado e o barrigão, eu acho. Mas não vim aqui escrever um diário, apenas um pedaço de minha vida que vale aqui estar. Enquanto estávamos na mesa comendo (eu) e bebendo (as meninas), percebi uma mudança de posição que até então não me havia ocorrido. Não me lembro como o assunto chegou nas famílias. Enquanto as meninas falavam das suas mães respectivamente, eu me dava conta que estava vendo aquela situação com olhos completamente inéditos para mim. Pela primeira vez eu não me inseria ali, no contexto de filha falando sobre sua mãe, mas assistia às meninas só pensando que um dia será a minha menina que estará numa mesa de algum lugar com suas amigas falando de mim... foi uma sensação tão nova! Já sou mãe de um garoto de três anos afinal de contas... Meu filho trouxe uma série de mudanças para minha vida, de primeiras sensações nunca sentidas. Confesso que algumas vezes me preocupa imaginar que minha filha, que vem agora, possa se sentir sempre a segunda, sempre vindo depois. Na gravidez de Tomaz, por exemplo, escrevi uma enorme carta para ele e por ele, que inclusive está postada aqui neste blog. Nessa, a de Valentina, não me ocorre escrever nada por enquanto. Como será um segundo grande amor convivendo com um primeiro? Será que se ama igual mesmo? Enfim, perguntas que não chegam a atormentar, mas às vezes espreitam, passam feito vultos fantasmagóricos dando um friozinho na espinha, mas só passam. Hoje, porém, feliz me dei conta que tive uma primeira vez da gente, uma primeira vez minha e dela e por ela, hoje, logo hoje no dia das mães: a que eu sou e a que um dia ela poderá vir a ser. Outras primeiras virão portanto, por certo. Já é a primeira menina, isso sim e eu já sabia. Mas ter no concreto a percepção do que isso significa é que realmente faz a diferença. E a primeira diferença é talvez a de que o pepel de filha não me cabe mais como já coube. Pela primeira vez eu passo o cetro a minha pequena, minha princesa, minha filha que vem aí e um dia estará em alguma mesa, com algumas amigas e irá falar mal, falar bem, falar, falar e falar de mim.

sábado, 8 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

tormento

Escrever para mim, às vezes, é um tormento. Por isso tenho um blog. Para fazer as pazes...

domingo, 25 de abril de 2010

nota avulsa

Não acredito que o que eu escrevo seja belo e sei que isso pode parecer “falsa modéstia” já que me arvoro a escrever em um blog. Faço isso porque me dá algum prazer, inclusive quando não me dá eu paro por um tempo bem longo, como vocês já puderam notar. Também não me interessa explicar isso muito. Só comecei dizendo o que penso sobre meu modo de escrever porque quero falar sobre coisas que eu leio e acho lindas de se ler. Não me emociona o que não tem verdade. Que fique claro que sou uma fã confessa da mentira. E o que me emociona pode ser uma grande mentira cheia de verdade. Talvez me falte a palavra ideal para dizer a vocês o que chamo de “verdade”. Talvez seja aquilo de menos lapidado pelo superego que esteja refletido em um texto, ou em qualquer obra, qualquer expressão de beleza. Talvez eu queira dar um nome ao que já foi chamado de “belo” ou de “ sublime” ou de “ paixão”, sei lá... Mas nenhuma dessas palavras me ajuda, de fato, a expressar como eu percebo esse momento de flerte entre um objeto cheio de subjetividade, que é uma criação artística, e um sujeito desejante do objeto, ou seja, nós que fruímos a obra. Sobra dizer que o meu prazer, a minha emoção, o meu lúdico se envolve com algo que me parece sair das entranhas de um ser, mesmo que na obra este mesmo ser já me pareça morto, o que também, provavelmente, confere sua cota de beleza à mesma. O que movimenta em mim tudo aquilo que seja orgânico, psíquico, partículas, ou sutilezas de toda ordem, vem do que saiu de dentro, mesmo que o que venha de dentro não tenha absolutamente verdade alguma, por exemplo. Qualquer coisa menos ou mais que isso desanima meus sentidos para o mais prazeroso dos exercícios que eu me proponho a fazer: desenvolver minha sensibilidade. Não sei se isso é coisa somente que me serve, ou tem, para outros, também algum valor. Fica uma observação: na minha mais sincera opinião, até o presente momento, a paixão, o belo e o sublime se dão justamente na conexão. Mas isso é assunto pra uma outra postagem.